Um pouco do cafezinho brasileiro

Ao longo dos textos que irei escrever sobre o nosso bom e velho café, tentarei colocar não só receitas e métodos de apreciação desta bebida, mas vou colocar também um pouco da história e do setor econômico que envolve este precioso grão.

 

No Brasil a prática de tomar café é secular e abrange todas as classes sociais e regiões do país. Atualmente este costume ganha mais vigor e traz novidades oriundas de países onde a cultura do café tem se sofisticada a cada dia.

 

Um pouco dos números do consumo de café no Brasil

Dentro do grupo de brasileiros apreciadores de café, cerca de 93% o preferem coado e o toma geralmente pela manhã. Porém, desde meados de 1990 a bebida vem ganhando novo status. A qualidade do café vem melhorando a cada dia, impulsionada pela melhoria na gestão de qualidade (Exemplo é a criação dos selos da ABIC).

Novos hábitos estão sendo incluídos em nossa cultura. Como por exemplo, o de trocar os balcões das padarias por mesas em cafeterias. 

 

De acordo com a TNS InterScience (orgão de pesquisas aqui no Brasil), o consumo de café espresso no Brasil registrou um aumento de 63% entre 2005 e 2006. Alguns dados da ABIC mostram que de lá para cá, o crescimento foi exponencial. O consumo de café espresso ainda teve um maior aumento após 2012 quando houve uma popularização das máquinas domésticas com uso de cápsulas.

 

Alguns gráficos interessantes sobre a evolução do consumo do café no Brasil.

 

 No gráfico anterior pode-se notar que em 2013 e 2014 houve uma queda no consumo interno, mas em 2015 tivemos uma leve recuperação, chegando a 20.5 millhões de saca no ano. A ABIC não tornou público o relatório de 2016 mas sabe-se que tivemos um crescimento de 2.38% neste ano, em relação a 2015.

 

 

A tabela anterior dá uma visão do consumo per capita. Estas baixas nos números de 2012 e 2013 ainda eram reflexo da crise mundial do café que se deu entre 2008 a 2013, mas teve seu auge em dezembro de 2013.

 

E O FUTURO?

Atualmente devido uma redução da oferta do grão entre 2016 e 2017, por causa de seca e baixa produtividade, podemos ter um estoque de 2018 comprometido. As exportações deve se manter em torno de 34 milhões de sacas que já supera 2016, mas não bate o recorde de 2015 que foi de 37 milhões de sacas.

 

Bem, este é um pouco dos números do nosso café, no passado e no presente. E serve para nos dar alguma idéia de como o mercado vem se comportando e como, independente da crise, o consumo interno vem aumentando, bem como a exportação do grão. É claro que o preço sofre com altas e baixas, mas quero deixar claro aqui que o café é sim um produto a se ter em linha de vista para investimento dentro do Brasil.

 

Forte abraço pessoal,

 

 

*Dados extraídos do site da ABIC e Federação dos Cafeicultores do Cerrado | Região do Cerrado Mineiro.

http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=61#expect2.2015.2

 

 

 

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